segunda-feira, março 12, 2007
o grito do ipiranga
ou a luz, finalmente, ao fundo do túnel.
marcaram-me uma daquelas metas que podia ser o-primeiro-dia-do-resto-da-minha-vida para o dia 14 de julho. seria a minha bastilha. mas por mais que a comemoração da tomada de uma prisão política fosse uma boa data para esta nova revolução, vou declinar. é que assim, não. as revoluções marcadas em agenda e por outrém que não o nosso próprio che-interno são pouco poéticas. sou mais dada a revoluções do momento, e das de faca e alguidar, não tanto de agenda e de caneta e papel. e as minhas revoluções marco-as eu. para as pôr em marcha preciso de um exército, sim, porque as revoluções de uma mulher só estão démodé, mas ninguém decide e planeia a minha bastilha por mim.
revolução por revolução, prefiro dar o grito do ipiranga.
revolução por revolução, prefiro dar o grito do ipiranga.
