segunda-feira, novembro 05, 2007

 

finalmente está frio


quinta-feira, setembro 06, 2007

 

disfarça que eu assobio


terça-feira, setembro 04, 2007

 

nódoas difíceis

a propósito do novo skip - sim, o detergente sempre-consigo-há-40-anos - que tem uma tampa pequena mas com efeito poderoso, devia fazer-se uma nova entrada nos dicionários para "skipar" e "ser skipado" e ainda para o superlativo, "ser skipado big time", a que corresponderia a definição: dar/levar uma tampa. pequena mas poderosa. das que em vez de tirar nódoas, deixa mais umas. das negras e sentimentais, como dizia o jorge palma.

segunda-feira, setembro 03, 2007

 

planos torcados

como as letras que se enrolam numa gralha no meio de uma frase, os planos que fazemos saem trocados sem que demos por isso. e não raras vezes o corrector ortográfico avisa-nos a tempo mas escolhemos ignorar aquelas linhas vermelhas e seguimos em frente com a convicção de que não precisamos de avisos. nós sabemos o que é melhor. até que o texto vem devolvido porque não está em condições e numa segunda revisão, mais cuidada, encontrarmos gralha, aviso e até mesmo a sugestão de como deveríamos ter escrito em primeiro lugar. mas permanece a marca, indelével para quem viu o primeiro rascunho. aquilo foi só uma gralhazita ou ela dá mesmo este erro sempre?

planos torcados

domingo, setembro 02, 2007

 

fuck barbies

eu ainda sou do tempo das tuxas e das nancies, que tinham a cabeça maior do que as barbies o que levava a que, nos recreios, se contactasse pela primeira vez com o fenómeno das tribos. as meninas que tinham barbies não queriam cá misturas e claramente aquelas bonecas não podiam fazer parte do mesmo cenário de amigas-que-vão-às compras ou das famílias-perfeitas-porque-são-plástico-e-não-têm-contas-para-pagar. os filhos das nancies seriam do tamanho das barriguitas e as barbies nem sequer tinham filhos porque lhes estragava a figura plástica e podia dar cabo daquele parafuso mítico que lhes articula as pernas. mas havia sempre uma irmã mais nova para a matel chegar ao segmento de mercado das mães que querem alimentar o instinto maternal na sua prol para garantir netos, sem no entanto descurar o objectivo primeiro de fomentar o estereótipo de boneca de luxo, sempre impecável, com o melhor carro e as melhores roupas. brilhante, princesa, cintilante, sereia.

passam mais de 20 anos e a brincadeira muda de tom mas continua a ser incompatível o mundo das barbies e o das outras. não vale a pena tentar brincar na mesma rua sequer porque são simplesmente mundos diferentes. barbies e tuxas-e-nancies não habitam as mesmas casas, não frequentam os mesmos bares, não falam das mesmas coisas e não socializam com a mesma gama de bonecos. seria de supôr que as meninas que brincaram com tuxas, nancies e barriguitas tivessem aprendido esta lição.

sexta-feira, agosto 31, 2007

 

sonho com ésseémeésses e não me orgulho disso

desconcentra-me, desconcentra-me, por favor tira-me deste tédio. desconcentra-me.

terça-feira, agosto 28, 2007

 

cinzeiro

entrou no carro de manhã e a vida cheirou-lhe a tabaco. fumo em segunda mão, vício, mau hálito. arrancou sem fazer nada porque se deixa sempre de fumar amanhã. há vícios que só se cortam pela raiz - pela rama não morrem - e não há meio termo. a abstinência é a única terapêutica clinicamente comprovada e por vezes, ainda que com disciplina férrea, só funciona coadjuvada com uma substância de substuição. metadona para tristezas, indecisões, amores, prisões sem grades de que todo o mundo menos um conseguiu sair.

entrou no carro de manhã e a vida cheirou-lhe a tabaco. e ficou presa naquele cigarro da noite anterior que fumou sem imaginar que era o último.

terça-feira, julho 31, 2007

 

everybody's got a catch

uma ex-namorada, uma namorada actual, um corte de cabelo ridículo, ausência total de cabelo, uma psicose mais ou menos permanente, uma t-shirt com uma frase tola ou simplesmente ridícula, uma necessidade permanente de um je ne sais quoi perdido na adolescência, peso a menos, peso a mais, um irritante ar de cachorrinho, medo do compromisso, medo em geral, a mania de que sabe tudo, a mania de que é o pior elemento à face da terra, indecisão, demasiadas certezas, uma verruga, pêlo no ouvido, pêlo no nariz, pêlo all over, puff.

there's no such thing as perfection, nem mesmo em sonhos. e quando parece que a descobrimos, é apenas uma questão de tempo.
 

abri a janela pela última vez, libertei o último prego



























this house is dead, long live the new home.

quarta-feira, julho 25, 2007

 

in desperate need of chemical relatives
















brothers, sisters, cousins, parents, in laws, aunts and uncles..
 

c'est un phénomène presque mythique des notions amoureuses, et considéré comme un idéal romantique

coup de foudre est une expression francophone qui désigne le fait de tomber subitement en admiration amoureuse pour une personne.

em bom português, um golpe de relâmpago. queima. but you can't beat that.

sexta-feira, julho 20, 2007

 

death proof wanted ad

kinda cute, kinda hot, kinda sexy, hysterically funny but not funny looking guy.


(death proof, a metade do grindhouse do tarantino tem diálogos que, mesmo longos, são bons. e tem este maravilhoso exemplo do classificado à prova de morte que eu colocaria da secção de solitários patéticos do jornal ocasião.)

sexta-feira, julho 13, 2007

 

acho que ontem é que foi hoje

post de uma 6a feira, 13, gone right.

de há um mês para cá, sensivelmente, todos os dias eram hoje, de hoje não passa, é hoje que envio aquilo, sempre cheios da melhor das intenções. que não passavam de intenções, em que já nem eu própria acreditava e que se transformaram num pedro e o lobo para quem esteve mais perto. parece que ontem é que foi mesmo, sem medos. send message? yes, please. e-mail com o attachment-miragem enviado. está longe de ser o fim de uma tese-saga em 5 actos, mas foi um passo. passo esse seguido de muitos passos, de dança, madrugada dentro, cheios de uma energia despropositada, desproporcionada, saída de uma reserva que eu desconhecia. entre o coliseu e a estação do rossio, entre a ginginha e a água o mais fresca que tiver, por favor, entre o deslumbramento electrizante e um cansaço que se adivinhava épico. e depois de algumas horas de sono, um dia hiperburocrático, que é tudo o que faz falta a uma 6a feira. 13. a sorte foi estar tudo pronto e eu ser quasequase a feliz proprietária de um novo aqui vou ser feliz!. o azar foi perder o dia nisso. e ainda sobrou para 2a de manhã, para começar a semana fresca.

este post é no fundo um post kinder surpresa, 3 desejos num dia. uma 6a feira, 13, gone right. alright.

quinta-feira, julho 12, 2007

 

é, diz que os horóscopos dão nisto












os blogs são de todos, os blogs são de todos.


adenda ao último post, por randomsailor.

Quando eu vi o teu último post, lembrei-me desta cover de uma colecção de revistas femininas dos anos 60... Já nessa altura, sabia-se o mal que os horóscopos faziam às influenciáveis mentes femininas.

(ampliem que vale a pena)



quarta-feira, julho 11, 2007

 

há coisas de que uma pessoa precisa de ver escritas num horóscopo (1) *


Part of you wants to jump from what you instinctively know is a sinking ship. The other part of you wants to play Good Samaritan and save as many other people as you can. What do you do? Only your heart has the answer.

se deixasse o coração decidir sempre, estava afogada com os tollans da vida há demasiado tempo. mas a verdade é que, ainda assim, ele manda mais, na maior parte das vezes. mas raramente tem respostas. raramente tem um bom argumento para a decisão, é um péssimo político, o coração.

a boa samaritana era uma adúltera - conta a bíblia que tinha cinco maridos - mas era gentil e boa pessoa, serviu água de uma fonte a cristo e foi por isso que entrou para a história. é que os samaritanos não eram muito bem vistos e apesar de ela ter apenas aliviado a sede de um homem que passava, isso parecia ser algo de extraordinário vindo de uma pessoa daquela terra. esta samaritana dava portanto uma no cravo mas também acertava na ferradura. era simplesmente uma pessoa normal.

eu também tenho a minha quota parte de pecado - apesar de nunca ter chegado ao invejável saldo de cinco maridos - mas também me farto de servir água a estranhos e conhecidos que nem sempre fazem por merecer, nem tão pouco dizem se-faz-favor-e-obrigada. mas também não é por isso que lhes sirvo água. e também não é nenhuma água com sabores nem fibras nem aditivos super-fantásticos. é água simplesmente. mas às vezes anda tudo tão sequioso que parece que servir água a quem tem sede não é normal. simplesmente normal. já para não falar em sopa que é coisa que dou demais, ao ponto de ficar sem quase nenhuma, mas como dizia a minha bisavó, enquanto há água na torneira, há sopa na panela. mesmo ralinha, vai chegando para mais uma malga.

e por isso tudo, a parte de mim que quer saltar fora dos barcos que já têm rombos no casco é cada vez menor. deixo-me ir. desde que haja um leonardo de caprio e uma kate winslet a bordo, vou ficando para ver o fim do filme, mesmo que seja trágico. o coração decide, sem ter qualquer resposta nem qualquer razão melhor que a razão, mas lá vai levando a melhor. às vezes parece que aprende com os candidatos à CMLisboa. eu quero mandar para fazer, não sei é bem o quê nem porquê. mas parece-me que sim.

* acho que isto vai dar série. não tenho quaisquer dúvidas de que há muito ensinamento de vida que me chega via horóscopo e que é digno de post.


segunda-feira, julho 09, 2007

 

ravage is the new sexy

nas paredes sujas que insistimos em visitar, nas olheiras das muitas noites sem dormir, nas manhãs sem banho nem muda de roupa, nas ruínas de um armazém perdido no tempo, perdido no meio de uma rua, perdido numa madrugada de domingo, nas noites acordadas em camas diferentes mas nos mesmos jeans de sempre, na decadência da cidade mal planeada, mal desenhada, mal construída, mal limpa, mal tratada, na deprimente e confusa fórmula de sentimentos mal resolvidos, mal calculados, mal explicados, mal definidos, mal colmatados, mal sentidos. tudo isso mudou de categoria. o negro urbano é o novo sexy. devastadoramente.
 

if it sounds right, i guess it must be right

- obrigada por bateres na mesma tecla.
- só espero não estragar a tecla, é que não sou afinador profissional, mas enquanto soar bem...

sexta-feira, julho 06, 2007

 

high up in the clouds

o céu estava azul, depois ficou escuro, colorido de mil luzes saídas de todos os lados que não deixavam ver as estrelas e na verdade who cared? a música entrava ouvidos e olhos dentro directa à massa cinzenta, mas apenas de passagem, o destino final era cada milímetro quadrado de pele que a recebia, vibrante, sem ter hipótese de dizer não. milhares de caras bonitas pediam um segundo olhar, de soslaio, provocando sorrisos inesperados. e as cores e os sons e os cheiros e as peles. tudo mais forte, tudo mais intenso, tudo mais. mais. tudo multiplicado por mais.

segunda-feira, julho 02, 2007

 

são apenas milímetro e meio, dois. no máximo.

de unhas. não sei se servem para mais alguma coisa do que para criar em mim a ansiedade de as roer e o remorso de as ter roído. o remorso e a dor. dói porque arranquei um bocado de mim e dói porque dói. dói mesmo. e dói mais porque eu sei que vai doer e sou eu que, mesmo consciente disso, as arranco à dentada. como se não quisesse que fizessem parte de mim. e ficam a pensar, as cabeças daqueles dedos, na grande estupidez que fazem estes dentes. e umas horas depois, dói, dói, dói, dói mais. onde quer que toque. desde que me conheço como gente que roo unhas. as dos pés eram um clássico depois de sair do banho quando ainda me dobrava facilmente a ponto de chegar com o dedão à boca. agora chego mas já não com a agilidade que permita roer com tempo aquela unha. as das mãos estão, infelizmente, mais à mão. ou mais à boca. demasiado. e assim que vai uma, não há nada a fazer, vão as 10. mais houvera.. as unhas são roídas para matar a ansiedade. e porque as roo, fico mais ansiosa. como uma droga. não me recordo de não roer as unhas. sempre me mutilei por aí. acho que é a pior tentativa de suicídio de sempre. nem funciona, nem chama a atenção. há uns anos consegui dominar esta pequena compulsão e agora caio em tentação apenas de trêsemtrês, seisemseis meses. mas quando caio entro naquela espiral de prazer/dor que só o verdadeiro junky conhece. sem controlo, porque não tem overdose. fica apenas a dor que torna insuportável cada uma das teclas em que carrego para despejar isto tudo. que também não serve para nada. ouch.

quarta-feira, junho 27, 2007

 

once in a blue moon

(ou o serviço público da bolacha)

Duas Luas cheias em Junho

O fenómeno raro da chamada "lua azul", situação em que a fase de lua cheia ocorre duas vezes no mesmo mês, vai mais uma vez brilhar no céu após três anos passados da última vez.Apesar do nome, o fenómeno da "lua azul" não tem qualquer relação com mudanças na cor do satélite. O apelido foi dado em função da raridade com que o ciclo lunar, cuja duração é de 29 dias e meio, ocorre por completo dentro de um único mês, possibilitando a aparição de dois períodos de lua cheia. Neste mês de Junho, o primeiro ciclo da lua cheia pôde ser observado no dia 01 às 2h. O fenómeno da nossa "lua azul" vai ocorrer no final do mês de Junho dia 30 às 14h49.Conta-se que a origem do apelido "lua azul" remonta do século XVI, quando algumas pessoas que observavam a lua a olho nu acharam que ela era azul. Anos depois, discussões a este respeito concluíram que era um absurdo a lua ser azul, o que criou um novo significado para a expressão "lua azul": passou a significar "nunca". Com o novo sentido de ser algo muito raro, começou-se a dizer que a segunda lua cheia num mês era uma "lua azul".A aparição da segunda lua cheia no mesmo mês é mesmo algo raro. A última ocorrência foi registrada em Julho de 2004; a próxima - após esta de Junho - será em Dezembro de 2009. O fenómeno nada mais é do que uma vulgar lua cheia no céu, mas é uma boa oportunidade para divulgar o gosto pela astronomia.Apesar de o fenómeno já não ter relação com a coloração do satélite, conta-se que há registos na história de a lua realmente aparentar a cor azul. Em 1883, aquando da erupção explosiva do vulcão Krakatoa, na Indonésia, os gases e poeiras em expansão dispersaram-se pela atmosfera e fizeram com que a lua bem próxima do horizonte tivesse a aparência azulada. Isso foi visto em todo o mundo num período aproximado de um ano. Outro episódio semelhante ocorreu em 1951, quando um grande incêndio nas florestas do Oeste do Canadá lançou muitas partículas na atmosfera, criando o mesmo efeito semelhante ao do vulcão Krakatoa, mas visível apenas na América do Norte.

isto veio daqui.


quinta-feira, junho 21, 2007

 

foi regar e pôr ao luar

no solstício de verão, morrem dois manjericos. excesso de água, excesso de cuidados, excesso de cautelas. falta de ar. foram felizes, enquanto durou.
 

polka dots

descoseu-se o forro do saco das bolinhas que transporta diariamente a minha vida e que não consigo esvaziar nem pelo tempo que seria necessário para o arranjar e seguir em frente. descoseu-se o forro do saco sem bolinhas que transporta diariamente as coisas que não digo e guardo e escondo e acumulo e que não consigo esvaziar nem pelo tempo que seria necessário para arranjar e seguir em frente. descoseu-se o meu forro. e agora caem lá para dentro os mais estranhos objectos. telefones, canetas, isqueiros, amores, desamores, meia carta de um baralho que não sei quem baralhou, um seis de copas rasgado que me fez tropeçar no caminho desta manhã e que, de rasgado, perdeu coração-e-meio, ficaram os outros quatro juntos-sozinhos a olhar para aquela metade que está a sangrar e que não posso emendar como poderia o forro descosido do saco. o forro só precisa de linha e agulha, o seis de copas precisa da outra metade porque é carta de um baralho que não sei quem baralhou.

quarta-feira, junho 20, 2007

 

dizia freud que a morte é transformação

um casal de lésbicas está na banheira. as mãos brincam e acariciam e procuram(-se). um casal de lésbicas está na banheira. as mãos fazem saltar as gotas da água e do sangue que corre mais depressa. numa transição imperceptível, o prazer brota como raiva da água da banheira onde estão as duas lésbicas, um casal. a brincadeira nunca perde o sorriso mas as mãos começam a tentar afogá-lo e a respiração fica ofegante e já não é pela proximidade dos corpos, é pela falta do ar que os animava. e mergulham(-se), sempre a sorrir, mergulham(-se) num mergulho cada-vez-mais-para-sempre. o sangue corre cada vez mais depressa, a cada mergulho. o ar escasseia e confunde-se com água e já não respiram, bebem(-se), a cada mergulho. os sentidos desaparecem, apagam, desligam, a cada mergulho. o sorriso não muda, a cada mergulho. a morte chega com o sorriso. um sorriso que não muda, a cada mergulho. como se fosse inevitável a morte quando o amor é demasiado grande e por isso chegasse como o único final feliz. um casal de lésbicas está na banheira.

sexta-feira, junho 08, 2007

 

é como assinar um contrato de promessa de compra e venda de uma casa sem ter vendido aquela onde ainda se mora.

infidelidade temporária, mesmo que alegando loucura. temporária. quando se misturam os tempos por causa de um encontro de vontades. quando se sobrepõem as pessoas e as relações se misturam. fins com princípios e princípios com fim à vista.
 

there is no such thing as a crowd.

two's company,
three's family.


mesmo nos dias mais longos que se avizinham.
 

i guess falling in love doesn't do much for happiness, it's the rising that does the trick

rising in love. os momentos up do amor, o amor correspondido, quando se sente que se está sempre a subir e não temos porque parar ou travar aquilo que estamos a sentir e sentimos cada vez mais, e cada vez mais intensamente. rising in love. como um copo que enche até transbordar mas não faz mal.

quando só um ama, estará sempre em queda livre. porque não deixa de subir subir subir. é impossível resistir a essa tentação mesmo quando se sabe que não se pode amar mais mais mais. e não é possível impedir a escorregadela mesmo ante o risco de se magoar muito mais na queda.


é primavera, uma pessoa ressente-se.



quinta-feira, maio 31, 2007

 

nunca estamos contentes

esta conversa aconteceu. e aconteceu há quase exactamente 2 anos e meio, às 3h30 de uma madrugada de insónia. havia muitas nessa altura. na altura prometi não usar esta conversa (eu já achava que era material blogável então), mas guardei-a. e ainda bem. acho que se pode considerar que entretanto prescreveu e acho que o visado não se importará. só ele sabe quem é e os anos mostraram que ele é, efectivamente, aquilo que concluímos então que ele era. e numa altura em que se duvida, argumenta, mitifica a existência do homem gti, reencontrei isto. muito a propósito. eles andEm, efectivamente, por aí.

um homem com os blues. bolacha to the rescue. sem sucesso.

bolacha: problemas de gaja?
blue: não, problemas de eu ser como sou, de odiar algumas merdas minhas sei lá.
é eu ser de uma maneira que à partida seria boa, mas não é em algumas merdas.
eu gosto de ser assim mas não gosto do resultado que acontece por eu ser assim.

mas o que é que aconteceu?
não aconteceu nada de especial a sério

bem, ligaste o complicómetro. pareces uma gaja a falar hoje.
sim, é isso mesmo. odeio-me por me parecer com uma gaja.
eu não gosto de futebol, nem de carros, tudo isso me dá seca de morte
e sou complicado como uma gaja
mereço morrer lol

tu és O gajo perfeito!
bah sou é uma merda é o que é
 

love rehab

metadona, por misericórdia.


é primavera, uma pessoa ressente-se.

quinta-feira, maio 10, 2007

 

welcome to the jungle

a selva já não é o que era.

quinta-feira, maio 03, 2007

 

se o arrependimento mata, ficarei para sempre fresca que nem uma alface.

às vezes esqueço-me da sorte que tenho. olhar para trás assim por cima do ombro, não virando sequer o tronco. o passado foi. e poucas vezes tive tanta certeza do que não queria. os últimos anos foram os melhores-piores-melhores-piores-melhores de uma vida que (só) vale pelos que a vão habitando. vão e vêm e vão e vêm. e ficam. e vão. amigos. dos dias, das noites. novos e velhos. nunca me arrependo.



(para cantar em jeito de karaoke. usem o rato ou o marcador que está aí no copo dos lápis como microfone.)
 

(des)conjugação

eu quero
tu não
ele às vezes
nós vamos
vós ficais
eles.

quarta-feira, maio 02, 2007

 

am i bothered, though?



face, bothered, face, bothered, look at my face, look at my face, are you looking at my face? is my face bothered? face, bothered, am i bothered? i ain't bothered.
 

am i bothered?

(life sucks, work crumbles, love hurts, nerves breakdown, system malfunctions.)

quinta-feira, abril 12, 2007

 

caixa geral dos depósitos

tinham passado talvez uns três meses depois do primeiro e incipiente beijo, na bochecha, nada novelesco, iam a uma fim-de-semanal sessão de cinema. abriu a porta do carro e abriu pela primeira vez aquela caixa que uma vez aberta pode voltar a fechar mas nunca mais tranca. amo-te. pela primeira vez, amo-te. e amo-te pela primeira vez. chega uma mão e ainda sobra polegar e indicador para contar as vezes que foram precisas desde então. não que poupe no amor, mas não abriu assim tantas vezes a caixa. e faz mais levantamentos do que depósitos.

quinta-feira, abril 05, 2007

 

agorinha mesmo, no lux



Set me free why doncha babe
Get out of my life why doncha babe
Cuz you don't really love me, you just keep me hangin' on
You don't really need me but ya keep me hangin' on

Why do ya keep a'comin' around playin' with my heart
Why doncha get out of my life and let me make a new start
Let me get over you the way you've gotten over me-hey

Set me free why doncha babe
Let me be why doncha babe
Cuz you don't really love me, you just keep me hangin' on
Now you don't really want me, you just keep me hangin' on

You say although we broke up you still wanna be just friends
But how can we still be friends when seein' you only breaks my heart again

Whoa-oh-oh

Set me free why doncha babe (Whoa-oh-oh)
Get out of my life why doncha babe (Whoa-oh-oh)
Set me free why doncha babe
Get out of my life why doncha babe

You claim you still care for me but your heart and soul need to be free
And now that you've got your freedom you want to still hold on to me
You don't want me or yourself so let me find somebody else, hey hey

Why doncha be a man about it and set me free
Now you don't care a thing about me, you're just usin' me-go on
Get out, get out of my life and let me sleep at night

You don't really love me, you just keep me hangin' on

terça-feira, abril 03, 2007

 

a boa acção da época

hoje reconciliei-me - ou tentei, a ver vamos se passa de unilateral - com duas espécies diferentes de ódios de estimação.

good vibes, preciso de good vibes. e, se há espíritos da época, elejo este como o da primavera.
 

any tom, dick or harry

sempre gostei de expressões idiomáticas. outro dia ouvi esta num filme e fiquei com ela na ideia. normalmente até escrevo num caderninho estas coisas que me fazem pensar, mas esta nem foi preciso, tal é a actualidade que assume nas conversas dos últimos tempos. com os dias a crescer e o sol a fazer despontar as sardas, as conversas centram-se nos amores, desamores, encalhanços, desencalhanços, princípios de umas coisas e fins de outras. não há outro tema de conversa. porque a verdade é que é isso que interessa. e sucedem-se as hipóteses e listas, de pretendentes e pretendidos. e quase parece que se não for este, é aquele ou o outro, que deixa cá ver se dá mesmo que não apeteça muito. e sempre que aparece uma cara nova, pondera-se, testa-se, tira-se a ficha com os amigos. sempre à procura dos calores do verão sem pensar que os verões têm aquela coisa desagradável de acabar e se deixar diluir nos outonos.

e por mais primaveras que passem, não, não é qualquer antónio, ricardo ou henrique que chega. não chega mesmo.

segunda-feira, março 26, 2007

 

relationships 0.1

relações, versão beta. o grande amor das nossas vidas tem mesmo de ser o eu. egoisticamente. eu eu eu eu eu eu eu. nem tudo está bem quando o eu está satisfeito, mas se o eu não estiver bem, nem vale a pena tentar entrar em nós-mode. faz curto-circuito.

quinta-feira, março 15, 2007

 

sim, é uma canção de correr ao sol de mãos dadas

as you take my hand and you take my kiss and i take the world





So let the people talk
It's Monday morning walk
Right past the fabulous mess we're in
It's gonna be a beautiful day
So do the bluebirds sing
As I take your hand
And you take my kiss
And I take the world
'Cause out of all the people I've known
The places I've been
The songs that I have sung
The wonders I've seen
Now that the dreams are all coming true
Who is the one that leads me on through

It's you
Who puts me in the magic position, darling now
You put me in the magic position
To live, to learn, to love in the major key

And I know how you've hurt
And been dragged through the dirt
But c'mon get back up
It's the time to live
So give your love to me
I'm gonna keep it carefully
Deep in the treasure chest below my breast
'Cause out of all the people I've known
The places I've been
The songs that I have sung
The wonders I've seen
Now that the dreams are all coming true
Who is the one that leads me on through

It's you
Who puts me in the magic position, darling now
You put me in the magic position, darling now
Let me put you in the magic position, darling
'Cause I'm singing in the, the major key

Let me put you in the major key

 

sapo por sapo

...
dar o dito por não dito não é coisa fácil. e quando o fazem connosco temos de reconhecer que é de valor. e devemos mesmo retribuir com qualquer coisa.

entre duas das cabeças mais teimosas, orgulhosas e lixadas-de-tão-determinadas que conheço, sendo minha uma delas, depois de retiradas alarvidades ditas de um lado, retribuo, do outro, com um ok.

sapo por sapo, engulo logo um dos grandes.
 

as teses são coisas muito sérias (8)

ou nem tanto.

são como a homeopatia, pode não servir para nada, mas não faz mal.*

mas fica-se, pelo menos, com a sensação de tentar. espero que a sensação de dever cumprido esteja nas cenas dos próximos capítulos.


* adorava ter sido eu a inventar esta, mas não. chegou por via electrónica de quem já passou por uma das coisas-muito-sérias-que-não-queremos-mencionar-o-nome-vamos-chamar-lhe-anselmo com tantos altos e baixos como esta minha. à minha vamos chamar-lhe priscilla.

quarta-feira, março 14, 2007

 

placebo

...

ansiolitica
mente
falando és

o meu princípio activo favorito

segunda-feira, março 12, 2007

 

o grito do ipiranga

ou a luz, finalmente, ao fundo do túnel.

marcaram-me uma daquelas metas que podia ser o-primeiro-dia-do-resto-da-minha-vida para o dia 14 de julho. seria a minha bastilha. mas por mais que a comemoração da tomada de uma prisão política fosse uma boa data para esta nova revolução, vou declinar. é que assim, não. as revoluções marcadas em agenda e por outrém que não o nosso próprio che-interno são pouco poéticas. sou mais dada a revoluções do momento, e das de faca e alguidar, não tanto de agenda e de caneta e papel. e as minhas revoluções marco-as eu. para as pôr em marcha preciso de um exército, sim, porque as revoluções de uma mulher só estão démodé, mas ninguém decide e planeia a minha bastilha por mim.

revolução por revolução, prefiro dar o grito do ipiranga.

quinta-feira, março 08, 2007

 

pies hermosos

....









La mujer que tiene pies hermosos
nunca podrá ser fea
mansa suele subirle la belleza
por tobillos y pantorrillas y muslos
demorarse en el pubis
que siempre ha estado más allá de todo canon
rodear el ombligo como a uno de esos timbres
que si se les presiona, tocan "Para Elisa".
Reinvindicar los lúbricos pezones a la espera
entreabrir los labios sin pronunciar saliva
y dejarse querer por los ojos espejo.
La mujer que tiene los pies hermosos
sabe vagabundear por la tristeza


Mario Benedetti

sexta-feira, março 02, 2007

 

piada pública para provocação privada


- diz-me uma coisa que eu não possa repetir e que mais ninguém possa saber.

- hmmm, quero jantar contigo um destes dias.
- ninguém pode saber isso?
- não me faças rir...

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

 

é melhor esquecer-me disto por um bocado.
















lisou, precipitou, extraíu, concentrou, doseou e depois de analisar muito bem o amor que ainda lhe restava, enfiou-o todo num grande frasco que guardou na prateleira mais alta, onde se guardam as coisas que não se querem usar durante algum tempo.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

 

i want candy















défice de serotonina?

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

 

love fades
















por mais aceso que comece

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

 

pudera. olhem lá bem para a franja e para as golas altas.

You scored as Velma. Your Inner Scooby-Doo character is Velma! You are very smart, courageous, and are always there for your friends!

Velma


85%

Scooby-Doo


70%

Fred


60%

Scrappy


60%

Daphne


35%

Shaggy


30%

vá, não me deixem sozinha. vão lá ver quem são.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

 

ballantine's day?


 

achtung!


 

what are we doing here

.
if romance isn't dead














para quem não viu a foto há uns dias, pode saber mais aqui.

e o títaaalo é claramente roubado aos maximo park. speaking of which, alguém percebe o que tem o graffiti a ver com as calças?

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

 

desagradável, trazer trabalho para casa


quarta-feira, fevereiro 07, 2007

 

era um raio de sol para a mesa do canto, por favor.

.









ride into the sun

não é o original dos velvet underground que me ofereceram hoje para passar melhor o dia, mas a cover dos luna não fica aqui mal.
merci bien, mon chère : )

 

nothing but blue lights from here













(ainda) as luzes de natal no céu de bruxelas.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

 

gralha sentimental

.
onde se lia triste, leia-se agora bonito.


(tristemente bonito?)
 

adoptar


aceitar legalmente (alguém) [como filho], concedendo-lhe direitos; perfilhar; ocupar-se de outrem como se fora filho; decidir-se por, dar preferência a; escolher. escolher.





adoptei-a.
ainda escreve. mas precisa de fitas.
e de uso. e carinho.


segunda-feira, fevereiro 05, 2007

 

i heart you

i
hurt
you
..
i
hate
you

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

 

super-bitchy-powers

.
and i take that as a compliment.





(muahahahahahah)

quarta-feira, janeiro 31, 2007

 

confessions on the dance floor

bolacha - olá, eu sou a bolacha e há quase 1 ano que não ouvia madonna...

... durante talvez uns 2 meses, para conseguir sair de casa, tinha de ouvir isto no ipod. servia-me de power song. não me orgulho disso e consegui superar. mas numa destas noites, no left (a última, mas última apenas até à próxima!), ouvi esta canção de novo. e desde então, de vez em quando, sempre com a desculpa de que é só mais esta vez, volto a ouvir. e começo a preocupar-me. será que me podem ajudar?

anónimos - (clap clap clap) olááá bolaaacha...

Time goes by so slowly for those who wait
No time to hesitate
Those who run seem to have all the fun


quarta-feira, janeiro 24, 2007

 

intoxicação onírica











colesterol,
gorduras saturadas,
açúcar...

 

os caracóis são hermafroditas. auto-suficientes, poder-se-ia pensar. mas geralmente cruzam-se para se fecundarem.


micah p hinson - beneath the rose


uma das formas mais simples de combater a praga dos caracóis é colocar em redor do pé das plantas a proteger cascas de ovo desfeitas. os caracóis têm de passar por cima delas antes de chegarem ao seu tão desejado alvo e morrem, literalmente, rasgados. rasgados. desfeitos. pelos estilhaços.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

 

merry go round, mary go round

::::
(...) ou em círculo, em círculos.
mais do que triângulos ou asteriscos, são círculos.

ora red, ora blue. ora purple. yes, no, maybe.


round and round the same merry go round.
 

*

mais do que um triângulo, vivo num asterisco sentimental.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

 

my left f..., hmm, hand


de urso de pelúcia a boxeur já me chamaram de tudo. bem, tudo, dentro da categoria das coisas que envolvem mãos brancas e fofinhas ou que se parecem com luvas.

mas não é mais do que a minha interpretação do homem invisível.
no fundo, é arte.


facto nº 1: a mão esquerda é de facto menos importante
facto nº 2: a mão esquerda dá um jeitão


quarta-feira, janeiro 10, 2007

 

sete e tal

quando mudei de casa, para o número 7, disseram-me que "7 é que é, grande número, diz que dá sorte e tal e mais não sei quantos e mais não sei o quê". aceitei os "votos" de boa sorte pelo que valiam para mim, ignorante das coisas místicas - mas, nevertheless, uma curiosa - e não pensei mais nisso. entretanto mudamos de ano e "iiiii, 2007 é que é, o ano 7 do milénio, diz que dá sorte e tal e mais não sei quantos e mais não sei o quê". e desta vez pensei, eh pa, não posso permanecer nesta situação vergonhosa. tenho de perceber isto do 7 para poder entrar nas conversas. por este andar não tenho assunto não tarda. vai daí, google. e daí ao site das novas 7 maravilhas do mundo foi um pulo. e até é em lisboa e tal, dia 7 do 7 de 2007. e depois reparei na eleição das 7 maravilhas de portugal. fui ver. ainda não votei, estou indecisa entre o paço ducal de vila viçosa e o castelo de almourol (seriously, não podia importar-me menos com este tipo de coisa). mas na minha navegação pelo site, lá encontrei uma descrição simpática, que passo a transcrever, sobre a simbologia do 7. e viva a inter-mete!

O 7 é o símbolo da totalidade perfeita, do anúncio de uma mudança. Para além disso, é uma porta aberta do conhecido para o desconhecido: um ciclo encerrou-se, como será o seguinte?
Sobre o 7, de acordo com relatos antigos, Hipócrates terá dito: “O número 7, pelas suas virtudes escondidas, mantém no ser todas as coisas; dá vida e movimento; influencia seres terrenos e até os conjuntos celestes”.

7 é o número da conclusão cíclica e da renovação positiva, evocando todos os conjuntos perfeitos. 7 é um número com uma simbologia bíblica muito forte, figurando 77 vezes no Antigo testamento, em momentos diversos: o candelabro tem 7 braços; os 7 céus; Salomão construiu o templo em 7 anos; Após a tomada de Jericó, 7 sacerdotes com 7 trompetas deveriam, no 7º dia, dar 7 vezes a volta à cidade; Eliseu espirra 7 vezes e a criança ressuscitou; um doente mergulha 7 vezes no Jordão e sai curado; o justo cai 7 vezes e levantou-se perdoado; José sonha com a profecia das 7 vacas gordas e as 7 vacas magras e 7 anos de fartura e 7 anos de miséria se seguiram; 7 animais puros de cada espécie seriam salvos no dilúvio.

Entre os egípcios, o 7 era símbolo da vida eterna, simbolizando um ciclo completo, numa perfeição dinâmica.

Na China, as festas populares tinham lugar num 7º dia e os chineses relacionam as 7 estrelas da Ursa Maior com as 7 aberturas do corpo e as 7 aberturas do coração.

No Islão, o 7 é igulamente um número auspicioso, símbolo de perfeição: 7 céus, 7 terras, 7 mares.
No Irão, no momento do parto, coloca-se sobre uma toalha uma lâmpada acesa com 7 espécies de frutos e 7 espécies de grãos aromáticos. A criança recebe geralmente o seu nome ao 7º dia.

Em Cuzco, o antigo panteão Inca, um muro tinha, junto da árvore cósmica, um desenho que representava 7 olhos, chamados “os olhos de todas as coisas”.

Em África, 7 é símbolo da perfeição e da unidade, da união dos contrários (4 é o feminino e 3 é o masculino) e também símbolo da fecundação. Na Grécia, o 7 aparece em inúmeras tradições e lendas: As 7 Hespérides; as 7 portas de Tebas; os 7 filhos e as 7 filhas de Niobe; as 7 cordas da lira, etc. 7 é o número dos raios do Sol numa tradição hindu: seis correspondem às direcções do espaço e o 7º ao centro.


 

eu tenho dois amores...
















... - tururu - que em nada são iguais - tururu - mas não tenho a certeza - tururu - de qual eu gosto mais - tururu - mas não tenho a certeeeeeeza, de qual eu gosto maaaaaais, eu tenho dois amores - tururu - que em nada são igua-aa-aaa-aaaa-aaaais

segunda-feira, janeiro 08, 2007

 

definitely.



Este dá medo, não dá?

domingo, janeiro 07, 2007

 

zoing













início de ano atribulado. às voltinhas, às corezinhas, rodopio, corropio. ui.
 

amor condicional

ou simplesmente outra forma de ver o mundo













amava-te, se ao menos mudasses de alcunha...
 

era um pretérito muito imperfeito













foi amor noutro tempo - verbal.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

 

gelukkig nieuw jaar


domingo, dezembro 31, 2006

 

, já dizia a minha avó












há momentos na vida em que ficamos entre a escada e a parede.
(c) suse

sábado, dezembro 30, 2006

 

, já dizia a minha avó













fumar no varão,
sete anos sem tesão
(c) s & s

sexta-feira, dezembro 29, 2006

 

, já dizia a minha avó
















paixão no estrangeiro, amor verdadeiro
(c) fred

quarta-feira, dezembro 27, 2006

 

olha. sou uma durona. (when will the madness have an end?)

Captain Quack Rubber Duck Quiz
(apertem o pato - com meiguice! - para saberem que tipo de pato são)

certa vez disseram-me que na vida, uma das 5 coisas essenciais para a felicidade era um patinho de borracha. naquele contexto foi uma das coisas mais bonitas que já me disseram.

e neste contexto, de festas e balanços do ano que passou/votos para o ano que entra, quero desejar a todos o vosso patinho de borracha. que procurem aquele que desejam e encontrem aquele que procuram. e sejam felizes. e tudo e tudo e tudo.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

 

apparently, i don't realize my own power (still in quizz madness mode)

Your Seduction Style: Au Natural

You rank up there with your seduction skills, though you might not know it.
That's because you're a natural at seduction. You don't realize your power!
The root of your natural seduction power: your innocence and optimism.

You're the type of person who happily plays around and creates a unique little world.
Little do you know that your personal paradise is so appealing that it sucks people in.
You find joy in everything - so is it any surprise that people find joy in you?

You bring back the inner child in everyone you meet with your sincere and spontaneous ways.
Your childlike (but not childish) behavior also inspires others to care for you.
As a result, those who you befriend and date tend to be incredibly loyal to you.

vá, vai lá ver de que tipo és tu!

quarta-feira, dezembro 13, 2006

 

eu googlo, tu googlas, ele googla.

se uma pesquisa no google encontra sempre o que queremos, por mais estranho ou rebuscado que seja, através de uma sequência de palavras que de algum modo define o que procuramos, então um brasileiro de salvador da bahia acabou de me dar um "news flash".

slides de alguém apaixonado

e eu estou logo em segundo lugar. ora toma!

devia mudar as "migalhas da vida de uma bolacha" para isto.
 

quizz madness... again.

You are .mpg You live life like it was a movie.  Constantly in motion, you bring pleasure to many, but are often hidden away.
não acredito que alguém ainda não tenha feito este

 

and i'm perfectly content


I saw somebody who reminded me of you before you got afraid
I wish that you could have stayed that way

I saw a little girl, I stopped and smiled at her, she screamed and ran away
It happens to me more and more these days

And these songs that you sing, do they mean anything to the people you're singing them to
People like you

I saw a photograph : a woman in a bath of hundred-dollar bills
If the cold doesn't kill her money will

I read a magazine, it said by seventeen your life is at an end
I'm dead and I'm perfectly content

And these songs that I sing, do they mean anything to the people I'm singing them to
People like you
hummmmm
And these songs that we sing, do they mean anything to the people we're singing them to
Tonight they do

Charlotte Gainsbourg, Songs That We Sing

terça-feira, dezembro 12, 2006

 

todas as cartas de amor

deviam ser escritas em papel de música
 

longe da vista

perto da webcam
 

é urgente

dizer
que o futuro é eu e tu
e o nós acabou

e o passado é uma sonata em dó menor


quarta-feira, dezembro 06, 2006

 

dobradinha

Catpower, I found a reason


tinha sido bonito se na 2a feira a chan tivesse feito a dobradinha com esta versão dos velvet underground com que os yo la tengo nos deixaram na véspera. but i guess life ain't perfect, is it?

terça-feira, dezembro 05, 2006

 

beijos digitais

para saudades analógicas.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

 

foyer

no intervalo, tínhamos este desencontro marcado. eu no terceiro acto, tu ainda no segundo. na urgência de quem sabe o que vai acontecer a seguir. ao que uns chamam loucura, outros inevitabilidade. e loucos são os que tentam conter o inevitável. e a urgência era a de dizer aquele era uma vez nós antes que os actores voltassem ao palco e nós fossem tu e eu, outra vez.
 

falling?

i guess you are only happy when you are rising in love.

sexta-feira, novembro 24, 2006

 

ask me anything




Right, wrong, what to do?
Someday it will come to you
Hostile indians
We named our summer camp for you

I've got nothing to say
I've got nothing to say
I've got nothing to say
I've got nothing to say
I've got nothing to say
I've got nothing to say
I've got nothing to say
I'm in utter dismay
I've got nothing to say

Harmless children
We named our soldiers after you
Don't be a coconut
God is trying to talk to you
We could drag it out
But that's for other bands to do

I've got nothing to say
I've got nothing to say
I've got nothing to say
I've got nothing to say
I've got nothing to give
Got no reason to live
But I will fight to survive
I've got nothing to hide
Wish I wasn't so shy

I lied to urge
I'd like to read
I'd like a part
I'd like the lead

But
I've got nothing to say
I've got nothing to say
I've got nothing to say
I've got nothing to say
I've got nothing to give
Got no reason to live
But I'll kill to survive
I've got nothing to hide
Wish I wasn't so shy

as 1st impressions on earth dos strokes

quarta-feira, novembro 15, 2006

 
voodoo girl


Her skin is white cloth,
and she's all sewn apart
and she has many colored pins
sticking out of her heart.

She has many different zombies
who are deeply in her trance.
She even has a zombie
who was originally from France.

But she knows she has a curse on her,
a curse she cannot win.
For if someone gets
too close to her,

the pins stick farther in.




tim burton, who else? (no livro "The Melancholy Death of Oyster Boy and Other Stories")




quinta-feira, novembro 09, 2006

 

glorious glory days (ou post lamechas completamente desnecessário)

deve ser do aproximar dos 30 - outonos, bem entendido - começo a achar que os dias de glória são mesmo estes, bons ou maus, ou se vivem agora em grande estilo ou passam e como não voltam, é agora ou nunca (mais um cliché e corto os pulsos). até as feridas deixam saudades. 30 outonos. 30 outonites. and counting.


(é já na noite de sábado / madrugada de domingo, perguntem-me onde que eu digo)



 

glorious glory days

Pulp Glory Days (live)


Come & play the tunes of glory -
raise your voice in celebration
of the days that we have wasted in the cafe in the station.
and learn the meaning of existence in fortnightly instalments.
Come share this golden age with me
in my single room apartment
and if it all amounts to nothing - it doesn't matter, these are still our glory days.

Oh my face is unappealing
and my thoughts are unoriginal.
I did experiments with substances
but all it did was make me ill
And I used to do the I Ching
but then I had to feed the meter.
Now I can't see into the future
but at least I can use the heater.
Oh it doesn't get much better than this 'cos this is how we live our glory days.

Oh and I could be a genius
if I just put my mind to it
And I, I could do anything
if only I could get 'round to it.
Oh we were brought up on the Space-Race,
now they expect you to clean toilets.
When you have seen how big the world is how can you make do with this?
If you want me I'll be sleeping in -
sleeping in throughout these glory days.

These glory days can take their toll,
so catch me now before I turn to gold. Yeah we'd love to hear your story
just as long as it tells us where we are -
that where we are is where we're meant
to be.
Oh come on make it up yourself -
you don't need anybody else.
And I promise I won't sell these days to anybody else in the world but you.
No-one but you [x4]

 

glorious glory days

horoscope for the day:

All matters related to romance, love and marriage should go well today, bolacha. You should be feeling especially warm and supportive, and intimate conversations come easily and naturally. Be sure to think before you speak, however. There is some danger of misunderstanding today, and you don't want any arguments to upset this glorious day!



quinta-feira, novembro 02, 2006

 

desconcentrei-te ou desconcertei-te?

.
os teus posts desconcentram-me
por sms, logo seguido de eu cá não percebo nada.

é isso. é exactamente isso.
 

hoje não é 2a feira. mas parece.



One night to be confused
One night to speed up truth
We had a promise made
Four hands and then away
Both under influence
We had divine scent
To know what to say
Mind is a razor blade

To call for hands from above to lean on
Would that be good enough for me?

One night of magic rush
The start: a simple touch
One night to push and scream
And then relief
Ten days of perfect tunes
The colors red and blue
We had a promise made
We were in love

To call for hands from above to lean on
Would that be good enough for me?

To call for hands from above to lean on
Would that be good enough?

And you
You knew the hand of the devil
And you
Kept us awake with wolves teeth
Sharing different heartbeats in one night

To call for hands from above to lean on
Would that be good enough for me now?

To call for hands from above to lean on
Would that be good enough?


jose gonzález, heartbeats no álbum veneer
enquanto caem bolinhas saltitonas às cores rua abaixo como gotas de chuva que choraram as nuvens esta manhã

terça-feira, outubro 31, 2006

 

e na proximidade dos corpos,

os afectos desconcentram-se.











incógnitos no incógnito.

the picture is joni's (you don't mind,now, do you?)


 

atrasada.

encontro no teu silêncio uma dor inultrapassável que eu insisto em dizer-te que vai passar. e eu não sei se vai, não devia prometer, mas só assim acalmo a minha dor e posso dormir descansada.

encontro nas tuas ausências uma fragilidade quase bela. poética. final. terminal. receio que me deixes em breve e que nos deixes a todos. receio que não consigas. receio não conseguir mais nada se te perder. receio que seja tarde e que eu chegue mais uma vez tarde. chego sempre atrasada. ao tempo, às pessoas, aos sentimentos. e se me atraso e te perco, perco-me de vez. atrasada.
 

check-up







cai, esfola-se, levanta-se, lambe a ferida, retoma o passo.

apaixona-se só para ter a certeza de que ainda está tudo a funcionar.

quarta-feira, outubro 25, 2006

 

mudança de estação









na primavera do outono,
saudades do inverno do verão

terça-feira, outubro 24, 2006

 

as teses são coisas muito sérias (7)














faltava só um (de)grau
e caíu escada abaixo.

This page is powered by Blogger. Isn't yours?