sexta-feira, junho 17, 2005
o infinito
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes
tinhas muita razão, meu querido. mas aposto que o borges falou disto. aposto. uma garrafa de vinho says he did.
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes
tinhas muita razão, meu querido. mas aposto que o borges falou disto. aposto. uma garrafa de vinho says he did.
Comments:
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Bacana! Reli "Vinícius" ontem em "Vinícius de Moraes Livro de Sonetos".
Entre vários, este, e para quem gosta:
"SONETO DO MAIOR AMOR".O "poetinha" É o máximo....
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Entre vários, este, e para quem gosta:
"SONETO DO MAIOR AMOR".O "poetinha" É o máximo....
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