quinta-feira, junho 16, 2005

 

o fim.

E ali, no meio da rua e a meio caminho um do outro, respirando-se boca-a-boca, pensaram poder de facto resgatar aquele amor naufragado, sem saberem que um Amor, quando se descostura e rompe, não há desfibrilhação nem manobra cardíaca que o valha, e que o deles há muito que estava morto e decomposto, a servir de alimento aos vermes dos dias iguais que, à espreita nas esquinas dos prédios que lhes lançavam sombra por sobre as línguas molhadas, aguardavam o momento em que, de novo, se banqueteariam num festim vampiresco.

vieira, o que eu gosto de ti, vieira.
Comments:
Bolachinha, temos que ir naitar por aí, a ver se te esqueces das coisas tristes.

Um beijinho.

:´)
 
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