sábado, janeiro 15, 2005
questões de merda
esta manhã todos os jornais apontavam como neons coloridos para o JN. eu segui as setas e apesar de ter hesitado em perder o meu tempo com a leitura atenta, lá li a entrevista a santana lopes. e ainda bem que li porque é esclarecedora. não em relação a nenhuma questão importante para o país mas, se restavam dúvidas, em relação à baralhação mental daquele à mão de quem nos deixaram nos últimos meses.
nesta entrevista ele afirma "revelar agora algo que nunca contei" e tem tiradas "extrôdinárias" como a de que a dissolução do parlamento "talvez seja como a pescada, que antes de ser já o era". também se encontram esclarecimentos importantes de direitos de autoria da incubadora e da ambulância; a decisão das listas eleitorais do porto e arredores condicionada porque "as televisões já estavam em casa dele"; birras de "eu liguei-te e tu não voltaste a ligar" entre santana e marcelo e cavaco; respostas de assobia-e-vira-a-cara-para-o-lado na esperança de passar despercebido quando se fala de números e finanças, impostos e despesa pública. enfim, é assustador, de tão fácil que é ver este senhor trocar pés por mãos.
o tamanho das respostas de santana lopes varia na proporção inversa do grau de importância para o país das questões colocadas. os mexericos do governo merecem dois parágrafos. referendos, alterações aos impostos, cortes orçamentais na sáude, duas linhas.
entretanto, dei uma volta nas gordas do JN e encontrei ainda como notícia de capa a fascinante questão do IVA nas fraldas de bebé, que parece criar celeuma em bruxelas. não menosprezando essa questão para os pais de filhos, convenhamos que o JN está hoje cheio de questões de merda.
nesta entrevista ele afirma "revelar agora algo que nunca contei" e tem tiradas "extrôdinárias" como a de que a dissolução do parlamento "talvez seja como a pescada, que antes de ser já o era". também se encontram esclarecimentos importantes de direitos de autoria da incubadora e da ambulância; a decisão das listas eleitorais do porto e arredores condicionada porque "as televisões já estavam em casa dele"; birras de "eu liguei-te e tu não voltaste a ligar" entre santana e marcelo e cavaco; respostas de assobia-e-vira-a-cara-para-o-lado na esperança de passar despercebido quando se fala de números e finanças, impostos e despesa pública. enfim, é assustador, de tão fácil que é ver este senhor trocar pés por mãos.
o tamanho das respostas de santana lopes varia na proporção inversa do grau de importância para o país das questões colocadas. os mexericos do governo merecem dois parágrafos. referendos, alterações aos impostos, cortes orçamentais na sáude, duas linhas.
entretanto, dei uma volta nas gordas do JN e encontrei ainda como notícia de capa a fascinante questão do IVA nas fraldas de bebé, que parece criar celeuma em bruxelas. não menosprezando essa questão para os pais de filhos, convenhamos que o JN está hoje cheio de questões de merda.
Comments:
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especialmente com o IVA para a música ainda lá em cima. de que serve ter fraldas mais baratas se os miúdos ainda têm de pagar mais pelas músicas da carochinha?
Não percebo qual a grande questão. Afinal de contas toda a gente sabe que música não é cultura. E se dúvidas ainda existirem quanto a isso, faz favor de assistirem a uma minha qualquer sessão de karaoke.
B.A.
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B.A.
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