terça-feira, janeiro 18, 2005

 

e se, por uma vez que fosse, o que dizemos fosse realmente o que queremos dizer?

era tudo tão mais simples se toda a gente dissesse ao que vem, o que quer e - sobretudo! - o que não quer. o meu complicómetro está deligado para manutenção e, talvez por isso, me aperceba melhor do intrincado funcionamento do dos outros. e não é fácil, não é nada fácil.

sei o que quero e digo-o. ando com uma falta crónica de papas na língua. será patológico ou ter-me-ei curado?
e será que, agora curada, posso viver na enfermaria?

Comments:
Andaste a ouvir "Everything for free" dos K's Choice?
Não, não ficas aí porque fazes falta cá fora!
 
não, não andei a ouvir K's choice. devia?
a questão é: se todos andarem doentes e só eu me curar, como posso conviver com o mundo? e se só eu me curar, será que me curei ou terei adoecido? andamos todos nesta enfermaria, querida.
 
O complicómetro está desligado?
 
acho que sim. anda tudo clarinho como água :)
 
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
 
Fazes-me lembrar a história do Agualusa sobre o ingénuo jogador de basket a queixar-se dos jornalistas, "Às vezes eles escrevem aquilo que eu disse, e não aquilo que eu queria dizer.", só que ao contrário.

Respondendo à pergunta do título: se calhar, seria uma grande chatice.

Não sei se estarás curada, se o contrário. Mas como diria Machado de Assis "Um homem que começa mentindo
disfarçada ou descaradamente acaba muitas vezes exacto e sincero."

Um beijo
 
eu disse, por uma vez que fosse, não sempre. para desempatar um empate, para tirar o tronco da estrada e desbloquear o caminho. depois sim, a viagem podia retomar o seu curso normal. boa?
 
La Verdad Es Lo Que Es
Y Sigue Siendo Verdad,
Aunque Se Piense Al Revés (António Machado)

E está tudo dito, mai nada!
 
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