sexta-feira, janeiro 28, 2005
bolos da bolacha (2) - cheesecake de amor(as) silvestre(s)*
Preparem primeiro a cama (está visto que a cozinha e o quarto da bolacha estão pertinho, pertinho...). Triturem 1 pacote de bolacha maria (ai ui, ai ai, ai, ui, aiiiiii). Liguem as migalhas com 125 g de margarina derretida (flora, meu nome é flora, vivo no meio do mar, na minha ilha... digam-me que se lembram da flora, a náufraga animada dos anos 90). O resultado é uma espécie de massa areada que podem espalhar numa forma de fundo amovível (de preferência daquelas de cincho, como do queijo). Compactem com as mãos e já têm a base. Fácil, não?
Batam 150 g de açúcar com as gemas de 4 ovos. Batem-batem, batem-batem e não os vejo a fazer nada. Fico chateada, pois claro que fico chateada. Mas batam mais. E ainda mais. A massa fica esbranquiçada e faz bolhinhas, como a do bolo de chocolate. E não há outra forma de bater gemas com açúcar, se me perguntam a mim. Reservem as claras para bater em castelo daqui a nada. Juntem ao preparado anterior 500 g de queijo fresco Eu uso geralmente 600g, que são 3 queijos daqueles grandes. Vá, às vezes roubo um bocadinho para mim antes de juntar. Batam mais uma vez (batedeira em warp speed) para desfazer bem o queijo e embrulhá-lo com a gemada anterior. A fusão é lenta, mas acontece.
Entretanto, noutro recipiente (lembra-me a frase entre cenas do Sex&TheCity: meanwhile, in another part of town), batam 1 pacote de natas até ficar com a consistência de chantilly. Envolvam cuidadosamente na massa com o queijo. Noutro recipiente (esta receita pede máquina de lavar louça, está visto!) batam agora as claras em castelo e envolvam também na massa anterior. Quando digo envolver, é com jeitinho, com doçura, nada da violência e do não-haver-amanhã do bater. A ordem é: bater antes, envolver depois. Did I make myself clear?
E agora, a piéce de resistance. Queremos que o cheesecake fique bem consistente. Bem durinho. Para isso, mergulhem em água fria 6 folhas de gelatina sem sabor. Reservem. Depois encham um tachinho com água e deixem ferver. Quando estiver a ferver, deitem fora a água do tachinho. Não estou louca, não, só queremos o dito quente, nada de água lá dentro. Peguem nas folhas de gelatina, que entretanto incharam na água fria e escorrendo, coloquem-nas dentro do tacho vazio (mas em brasa!) e agitem até que as folhas de gelatina se derretem (Fracas!). Depois adicionem em fio a gelatina liquefeita à massa preparada mexendo bem para ficar bem homogéneo. Vertam o preparado na base de bolachinha. Coloquem no frigorífico ou congelador para solidificar.
E agora está tudo a perguntar: e amor(as), bolacha? É agora, apressadinhos. São as cerejas em cima do bolo, literalmente. Amor devem incluir como ingrediente desde o momento em que começam a esmigalhar a bolacha. Amoras é agora. Quando o cheesecake estiver bem sólido, de preferência - e se tiverem tempo -, congelado, cubram com 1 frasco de compota de amoras silvestres. Eu uso uma mais ácida, sem adição de açúcar, para contrastar com o doce. Compro no Carrefour mas já vi noutros sítios. A marca é St. Dalfour e chama-se mesmo compota de amoras silvestres. Depois deixem no frigorífico para manter rijinho ou para descongelar lentamente.
Desenformem mesmo antes de ir para a mesa. Sirvam com amor. Tudo sempre com amor. Tudo. Tudinho.
Experimentem. E contem, sim?
* this one's for you, sugar.
Batam 150 g de açúcar com as gemas de 4 ovos. Batem-batem, batem-batem e não os vejo a fazer nada. Fico chateada, pois claro que fico chateada. Mas batam mais. E ainda mais. A massa fica esbranquiçada e faz bolhinhas, como a do bolo de chocolate. E não há outra forma de bater gemas com açúcar, se me perguntam a mim. Reservem as claras para bater em castelo daqui a nada. Juntem ao preparado anterior 500 g de queijo fresco Eu uso geralmente 600g, que são 3 queijos daqueles grandes. Vá, às vezes roubo um bocadinho para mim antes de juntar. Batam mais uma vez (batedeira em warp speed) para desfazer bem o queijo e embrulhá-lo com a gemada anterior. A fusão é lenta, mas acontece.
Entretanto, noutro recipiente (lembra-me a frase entre cenas do Sex&TheCity: meanwhile, in another part of town), batam 1 pacote de natas até ficar com a consistência de chantilly. Envolvam cuidadosamente na massa com o queijo. Noutro recipiente (esta receita pede máquina de lavar louça, está visto!) batam agora as claras em castelo e envolvam também na massa anterior. Quando digo envolver, é com jeitinho, com doçura, nada da violência e do não-haver-amanhã do bater. A ordem é: bater antes, envolver depois. Did I make myself clear?
E agora, a piéce de resistance. Queremos que o cheesecake fique bem consistente. Bem durinho. Para isso, mergulhem em água fria 6 folhas de gelatina sem sabor. Reservem. Depois encham um tachinho com água e deixem ferver. Quando estiver a ferver, deitem fora a água do tachinho. Não estou louca, não, só queremos o dito quente, nada de água lá dentro. Peguem nas folhas de gelatina, que entretanto incharam na água fria e escorrendo, coloquem-nas dentro do tacho vazio (mas em brasa!) e agitem até que as folhas de gelatina se derretem (Fracas!). Depois adicionem em fio a gelatina liquefeita à massa preparada mexendo bem para ficar bem homogéneo. Vertam o preparado na base de bolachinha. Coloquem no frigorífico ou congelador para solidificar.
E agora está tudo a perguntar: e amor(as), bolacha? É agora, apressadinhos. São as cerejas em cima do bolo, literalmente. Amor devem incluir como ingrediente desde o momento em que começam a esmigalhar a bolacha. Amoras é agora. Quando o cheesecake estiver bem sólido, de preferência - e se tiverem tempo -, congelado, cubram com 1 frasco de compota de amoras silvestres. Eu uso uma mais ácida, sem adição de açúcar, para contrastar com o doce. Compro no Carrefour mas já vi noutros sítios. A marca é St. Dalfour e chama-se mesmo compota de amoras silvestres. Depois deixem no frigorífico para manter rijinho ou para descongelar lentamente.
Desenformem mesmo antes de ir para a mesa. Sirvam com amor. Tudo sempre com amor. Tudo. Tudinho.
Experimentem. E contem, sim?
* this one's for you, sugar.
Comments:
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Flora, meu nome é Flora,
Vivo no meio do mar, na minha ilha,
E agora, a toda a hora,
Eu só quero é brincar...que maravilha!:)
Vivo no meio do mar, na minha ilha,
E agora, a toda a hora,
Eu só quero é brincar...que maravilha!:)
evil? interpol? madrid? 25 de abril? iuupiiii
rosemary, heaven restores you in life...
babam-babam, babam-babam mas não os vejo a fazer nada. fico chateada, pois claro que fico chateada.
:)
rosemary, heaven restores you in life...
babam-babam, babam-babam mas não os vejo a fazer nada. fico chateada, pois claro que fico chateada.
:)
Este post foi dedicado a MIM, suas sirigaitas!!! A mim e a mais ninguém, e é graças a mim que este post aconteceu, it's all about ME, ME, ME!
I love cheesecake.
Obrigado, bolacha!!!
I love cheesecake.
Obrigado, bolacha!!!
reparam como, excepto o zoo, somos todas gajas aqui nos comentários? isto do cheesecake de amor(as) tem que se lhe diga.
maria das flores, lua e batukada: quando cá estiverem as emigradas faço um cheesecake ou uma outra desgraça menos virtual do que esta para nos lambusarmos.
ainda bem que se lembram da flora. pensava que estava sozinha no universo. o pior é que eu me lembro não só da flora mas também da heidi e, com excepção da maria das flores, vocês não se devem lembrar. velhas, estamos velhas, nós, as marias!
papoila, espero que isto possa satisfazer um daqueles desejos-pré-natais-para-acalmar-hormonas-desgovernadas que possam por aí surgir :) reservar é como que resguardar em local seguro, longe das mãozitas dos petizes ou das manápulas de algum(a) desajeitado(a) que possa invadir o laboratório, digo, cozinha, onde damos largas aos nossos delírios culinários. amei ler a palavra amei na minha caixa de comentários. amei, pronto.
estou já a pensar no próximo bolo da bolacha. hm..
maria das flores, lua e batukada: quando cá estiverem as emigradas faço um cheesecake ou uma outra desgraça menos virtual do que esta para nos lambusarmos.
ainda bem que se lembram da flora. pensava que estava sozinha no universo. o pior é que eu me lembro não só da flora mas também da heidi e, com excepção da maria das flores, vocês não se devem lembrar. velhas, estamos velhas, nós, as marias!
papoila, espero que isto possa satisfazer um daqueles desejos-pré-natais-para-acalmar-hormonas-desgovernadas que possam por aí surgir :) reservar é como que resguardar em local seguro, longe das mãozitas dos petizes ou das manápulas de algum(a) desajeitado(a) que possa invadir o laboratório, digo, cozinha, onde damos largas aos nossos delírios culinários. amei ler a palavra amei na minha caixa de comentários. amei, pronto.
estou já a pensar no próximo bolo da bolacha. hm..
Bem... Não dá para pores por aqui coisas com um nível calórico menos elevado? É que a época Natalícia foi, como dizer, um pouco dura. E com a Páscoa rapidamente a caminho, era bom ter um periodo mais calmo entretanto. Mas, pelos vistos, há pessoal que não deixa.
B.A.
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B.A.
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