sexta-feira, dezembro 10, 2004

 

não sei como pus o pé ao travão.

vi-te. parece que o destino dita que encontre os teus olhos quando já estou pronta para deixar de os fitar quando fecho os meus. parece que é cruel esse - o destino - e me quer lembrar do que já vi no (pro)fundo desse olhar. e me quer lembrar que vives para além da minha imaginação, o que torna quase dolorosa a tua existência.

vi-te. quis o mesmo destino que quase te atropelasse. não sei como pus o pé ao travão.

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