terça-feira, dezembro 14, 2004
gostava de estar tontinha,
sendo que tontinho é um estado de levitação da alma directamente associado à descarga de adrenalina que nos provoca o olhar certo no cruzamento oportuno.
porque há olhares que incendeiam mas não aquecem. e há olhares que inflamam mas que queimam. e ainda há os que despem, à bruta, sem pedir licença. entram. desconcertam. olhares sem fundo, sem alma. com corpo. e tanto.
e depois há uma categoria de olhares que provocam aquele calafrio. aquele que faz passar a pedra de gelo na pele, arrepiando a alma. olhares que fazem suar as mãos, aceleram o coração, acordam o sistema nervoso simpático. e basta a iminência desse olhar para fazer salivar a vontade. saborear o desejo. sentir o sabor da íris enquanto a pálpebra a descobre.
mas esses, estes olhares, não são, ao contrário dos primeiros, olhares desprovidos de som, de imagem, de legendas. estes são olhares de corpo e alma. olhares com história.
porque há olhares que incendeiam mas não aquecem. e há olhares que inflamam mas que queimam. e ainda há os que despem, à bruta, sem pedir licença. entram. desconcertam. olhares sem fundo, sem alma. com corpo. e tanto.
e depois há uma categoria de olhares que provocam aquele calafrio. aquele que faz passar a pedra de gelo na pele, arrepiando a alma. olhares que fazem suar as mãos, aceleram o coração, acordam o sistema nervoso simpático. e basta a iminência desse olhar para fazer salivar a vontade. saborear o desejo. sentir o sabor da íris enquanto a pálpebra a descobre.
mas esses, estes olhares, não são, ao contrário dos primeiros, olhares desprovidos de som, de imagem, de legendas. estes são olhares de corpo e alma. olhares com história.