domingo, novembro 21, 2004

 

reencontrei-te. ainda uma outra vez.

Quero escrever-te um poema que
tenha um sentido claro como o
que os teus olhos me disseram.

Poderia ser um poema de amor,
tão breve como o instante em
que me deixaste ver os teus olhos.

Mas o que os olhos dizem não cabe
num poema, nem eu sei como se diz
o amor que só os olhos conhecem.


Poema in O Movimento do Mundo (1996)
Nuno Júdice (sim, outra vez!)



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