segunda-feira, novembro 22, 2004

 

amorita e o (meu) silêncio*

Estive sempre sentado nesta pedra
escutando, por assim dizer, o silêncio.
Ou no lago cair um fiozinho de água.
O lago é o tanque daquela idade
em que não tinha o coração magoado. (Porque o amor, perdoa dizê-lo,
dói tanto! Todo o amor. Até o nosso, tão feito de privação.)
Estou onde sempre estive: à beira de ser água.
Envelhecendo no rumor da bica
por onde corre apenas o silêncio.

Eugénio de Andrade


*minha lindinha, tinhas de saltar para aqui. e gosto muito de ti, sabias?


Comments:
ai, que este salta também!
ai ai
linda!
beijo
 
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